sábado, 9 de dezembro de 2023

A Importância da Tireoide e das Paratireoides para o Corpo Humano

A Importância da Tireoide e das Paratireoides para o Corpo Humano

O que é a Tireoide?

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço, sobre os primeiros anéis da traqueia. Ela é responsável pela produção de hormônios essenciais para o funcionamento do corpo humano.

Os Hormônios Tireoidianos

A tireoide produz três hormônios principais: T3 (triiodotironina), T4 (tetraiodotironina ou tiroxina) e a tirocalcitonina (calcitonina). Os hormônios T3 e T4 estimulam a produção de enzimas que atuam nas reações de oxirredução da respiração celular, o que resulta no estímulo do metabolismo celular em todo o organismo. Já a tirocalcitonina atua especificamente no metabolismo do cálcio, inibindo a retirada desse mineral dos ossos e diminuindo a concentração de cálcio no sangue.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo ocorre quando há uma produção escassa dos hormônios tireoidianos. Isso resulta em uma redução de todo o metabolismo, podendo causar sintomas como bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), respiração lenta, sonolência, obesidade, pele seca e grossa, entre outros. Na infância, o hipotireoidismo também pode causar o cretinismo, caracterizado por baixa estatura e retardo mental.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo, por outro lado, ocorre quando há uma produção excessiva dos hormônios tireoidianos. Isso resulta em uma elevação de todo o metabolismo, podendo causar sintomas como taquicardia (aumento da frequência cardíaca), aceleração dos movimentos respiratórios, insônia, emagrecimento, nervosismo e olhos arregalados. Além disso, tanto no hipotireoidismo quanto no hipertireoidismo, pode ocorrer o aumento do volume da glândula tireoide, conhecido como bócio.

O que são as Paratireoides?

As paratireoides são quatro pequenas glândulas localizadas na face posterior da tireoide. Elas produzem o paratormônio (PTH), que atua no metabolismo do cálcio.

Paratormônio

O paratormônio estimula a absorção de sais de cálcio no intestino, a reabsorção dos íons cálcio nos túbulos renais e a retirada desse elemento dos ossos. Isso resulta no aumento da taxa de cálcio no plasma sanguíneo. No hiperparatireoidismo, ocorre uma produção excessiva do paratormônio, acarretando na retirada acentuada de cálcio dos ossos, tornando-os porosos e favorecendo a ocorrência de fraturas e deformações ósseas. Já no hipoparatireoidismo, ocorre uma escassa produção do paratormônio, levando a uma excessiva mineralização dos ossos e diminuição da taxa de cálcio no plasma sanguíneo.

Equilíbrio entre Paratormônio e Tirocalcitonina

O paratormônio das paratireoides e a tirocalcitonina da tireoide atuam no metabolismo do cálcio exercendo ações antagônicas. O paratormônio aumenta a taxa de cálcio no sangue, enquanto a tirocalcitonina diminui essa taxa. O nível normal de cálcio no sangue depende de um equilíbrio entre as taxas desses dois hormônios.

Teste do Pezinho

Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo, e é possível detectar esse problema com um simples teste, conhecido como teste do pezinho. Esse teste deve ser realizado preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê e também pode detectar diversas outras doenças, como fenilcetonúria, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Espero que você tenha gostado desta aula sobre a tireoide e as paratireoides. Não se esqueça de deixar o seu like, se inscrever no canal e ativar o sino de notificações para não perder os próximos conteúdos sobre o sistema endócrino. Até a próxima!

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

A Importância das Glândulas Suprarenais

A Importância das Glândulas Suprarenais

O que são as glândulas suprarenais?

As glândulas suprarenais, também conhecidas como glândulas adrenais, são órgãos localizados sobre os rins. Elas possuem duas regiões distintas, o córtex e a medula.

O papel do córtex da suprarrenal

O córtex da suprarrenal é estimulado pelo hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) da adenoipófise e produz hormônios conhecidos como corticoides ou corticosteroides. Esses hormônios são divididos em três grupos: mineralocorticoides, glicocorticoides e sexocorticoides.

Mineralocorticoides

Os mineralocorticoides atuam na manutenção do equilíbrio hidrossalino do organismo. O hormônio aldosterona é o mais ativo e importante desse grupo, estimulando a reabsorção de sódio nos túbulos renais, mucosa gástrica e glândulas salivares e sudoríparas.

Glicocorticoides

Os glicocorticoides, representados principalmente pelo cortisol ou hidrocortisona, atuam no metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. Eles estimulam a neoglicogênese no fígado, que consiste na formação de glicose a partir de lipídios e proteínas. Além disso, esses hormônios possuem ação anti-inflamatória e antialérgica, inibindo a síntese de DNA e diminuindo a resposta imune.

Sexocorticoides

Os sexocorticoides são hormônios sexuais produzidos pelo córtex da suprarrenal. Destaca-se a deidroepiandrosterona (DHEA), que é um hormônio com efeito masculinizante e anabolizante. Em condições normais, sua produção é reduzida e pouco significativa. No entanto, um excesso desse hormônio pode levar ao desenvolvimento precoce de características sexuais secundárias masculinas nas mulheres, conhecido como virilização.

A medula da suprarrenal

A medula da suprarrenal é controlada pelo sistema nervoso autônomo e produz hormônios como adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). Esses hormônios, liberados no sangue, potencializam o efeito do sistema nervoso simpático, deixando o organismo em estado de prontidão para reagir a situações de perigo ou emergência.

A adrenalina, em particular, é liberada em maior quantidade em situações de medo, susto, tensão e emoções intensas. Ela provoca diversos efeitos no organismo, como vasoconstrição periférica, aumento do ritmo cardíaco e respiratório, hipertensão, dilatação da pupila, contração dos músculos eretores dos pelos e glicogenólise, que é a quebra do glicogênio em glicose no fígado, aumentando a taxa de glicose no sangue para fornecer energia às células musculares.

Câncer nas glândulas suprarenais

É possível desenvolver câncer nas glândulas suprarenais. O tipo mais comum é o carcinoma adrenocortical, que se origina na camada cortical. Além disso, podem aparecer feocromocitomas, que são tumores formados pelas células produtoras de adrenalina. O tratamento para esses tumores geralmente envolve a remoção cirúrgica.

Conclusão

As glândulas suprarenais desempenham papéis essenciais no organismo, produzindo hormônios importantes para a regulação do equilíbrio hidrossalino, metabolismo e resposta a situações de perigo. É importante conhecer o funcionamento dessas glândulas e estar atento a possíveis alterações, como o desenvolvimento de câncer.

Espero que tenha gostado deste conteúdo informativo sobre as glândulas suprarenais. Continue acompanhando nossas próximas aulas para aprender mais sobre o sistema endócrino.

Obrigado por ler este blog! Até a próxima!

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

LABIRINTITE X REABILITAÇÃO VESTIBULAR

Primeiramente o que é LABIRINTITE?

Eu poderia ficar horas e mais horas aqui falando com vocês sobre este assunto, primeiramente por ser um dos meus favoritos e também por ser bem extenso e complexo. Porém vou me limitar somente a explicar o que é, onde se localiza e sinais e sintomas neste primeiro momento.
 

O que é? Termo popular, geralmente utilizado em problemas relacionados ao equilíbrio, ou melhor dizendo, a perda dele.

 
As causas podem ser trauma ou lesão à sua cabeça ou na orelha, infecções bacterianas: Se for encontrado em estruturas próximas, como o ouvido médio, alergias, abuso de álcool,tumor benigno no ouvido médio, certos medicamentos tomados em doses elevadas, hereditariedade, associadas aos sintomas de ATM, DTM e ESTRESSE. 


Todas essas causas estarão sempre relacionadas ao labirinto, responsável nas funções da audição e do equilíbrio. Fica incrustado no osso temporal, um dos ossos do nosso crânio.
 

A parte anterior do labirinto (cóclea) relacionada com a audição. A parte posterior (um conjunto de três canais chamados de semicirculares) relacionada com o equilíbrio.

A estrutura que liga a cóclea ao aparelho vestibular é chamada de vestíbulo, onde começa o labirinto.
 
Dentro do labirinto ósseo existe um labirinto membranáceo, imerso em um líquido conhecido por perilinfa. No vestíbulo, o labirinto membranáceo divide-se em duas pequenas estruturas, como se fossem bolsas: o utrículo e o sáculo. O labirinto membranáceo é preenchido por um líquido, chamado de endolinfa.
 

As informações sobre o equilíbrio e a audição chegam ao cérebro através dos nervos vestibular e coclear, respectivamente.

 
Por este motivo os sinais e sintomas são vertigem, náuseas, vômitos, perda de equilíbrio, dor de cabeça leve, zumbido, perda da audição estes sintomas são freqüentemente provocado ou agravado pelo mover a cabeça, sentar, rolar, ou olhar para cima e podem durar dias ou até mesmo semanas.

 
Muitos indivíduos que apresentam tais sintomas como a tontura também pode referir outros sintomas como ruídos no ouvido ou na cabeça (zumbido, tinido, sensação de “sopro” no ouvido), diminuição da audição, dificuldade para entender, desconforto a sons mais intensos e agudos, perda de memória, dificuldade de concentração, fadiga física e mental. Isso acontece devido à relação entre o sistema do equilíbrio com a audição e outras funções do sistema nervoso central.

 
Na verdade, o termo correto a ser usado é “labirintopatia” (para designar as afecções do ouvido interno ou labirinto) e não labirintite, cujo significado correto é a inflamação ou infecção do labirinto, o que é uma manifestação bastante rara. Muitos profissionais também usam o termo “Vestibulopatias” (para designar as afecções que acometem qualquer parte do sistema vestibular ou sistema de equilíbrio) esses dois termos são mais adequados.

 
De tudo que falamos até agora, uma coisa é certa, tudo está relacionado com o equilíbrio, a manutenção do mesmo é uma função extremamente complexa e envolve muitos órgãos e sistemas. Ou seja, tudo relacionado ao o labirinto, pois ele que informa sobre a direção dos movimentos da cabeça e do corpo (para cima, para baixo, de um lado para o outro, para frente, para trás e até mesmo as rotações), por isso quando ocorre alguma lesão nele, ocorre um déficit no equilíbrio.
 

E acreditem isso complica e muito o dia-a-dia dessas pessoas impedindo – o até de executar as suas tarefas rotineiras, proporcionando uma má qualidade de vida, causando depressão, baixa estima e até mesmo exclusão social.
 

Sintomas de origem muscular/ligamentar, como tonturas e vertigens, atrapalham muito, devido ao receio que a tontura volte a aparecer, a qualquer momento, podendo prejudicar bastante também suas atividades profissionais.É aí que entra a fisioterapia em auxílio aos medicamentos indicados pelo médico otorrino. Por meio de exercícios, conhecido como REABILITAÇÃO VESTIBULAR, ou seja, exercícios de reabilitação do equilíbrio.

 
A reabilitação vestibular é uma opção terapêutica cujo objetivo é restaurar o equilíbrio do individuo que sofre de patologias que agridem o sistema vestibular de maneira simples e eficaz.

 
Trata-se de uma série de exercícios físicos realizados com acompanhamento médico que tem como objetivo "reeducar" o organismo a ter equilíbrio.

 
É realizado por meio de um programa composto por exercícios, com os objetivos no geral
  • Reduzir tontura e sintomas visuais;
  • Melhorar o equilíbrio estático e dinâmico (quando caminhando); 
  • Aumentar os níveis de atividade durante o dia-a-dia. 
Esses exercícios incluem:
  • Coordenar movimentos de cabeça e olhos; 
  • Estimular o sintoma da tontura para desta forma desensibilizar o 
  • sistema  vestibular; 
  • Melhorar  as habilidades para manter o equilíbrio e caminhar; 
  • Melhorar resistência muscular. 
Porém devemos lembrar que os exercícios vão variar dependendo de cada tipo de lesão vestibular e de seus sintomas associados.

Este tratamento é indicado por um profissional médico, no caso, pode ser um neurologista ou um Otorrinolaringologista, sendo este último o mais comum a tratar de tais vestibulopatias. Eles podem associar ao uso de medicamento ou não.

 
Os exercícios serão prescritos pelo terapeuta, baseado em uma avaliação inicial por meio da anamnese, onde serão feito perguntas e testes afim de listar os problemas e determinar os objetivos do tratamento.
 

Os exercícios prescritos serão baseados na teoria de que expor repetitivamente  um  determinado estímulo que causa a vertigem vai fazer com que o cérebro (sistema nervoso) entenda este estímulo, se acostume com ele e reduza os sintomas da tontura, ou seja repetir um movimento de cabeça por exemplo. 

Os exercícios de equilíbrio irão proporcionar melhor equilíbrio na hora de permanecer em pé, de  caminhar e até mesmo nas atividades diárias, através de uma melhora na organização sensorial que é composta por visão, equilíbrio e propriocepção.

São utilizados protocolos de exercícios , um dos mais utilizados é o Protocolo de Exercícios de Cawthorne e Cookey.
 


Devemos ressaltar o fato de que estes exercícios têm finalidade fisioterápica e que, portanto, necessitam acompanhamento de profissional habilitado. Os resultados dependem da execução correta e da repetição adequada dos movimentos.

Fonte: http://cifefisioergo.blogspot.com.br/